Mais uma vez o título é um questionamento. É da minha natureza dar um tom sarcástico e irônico acerca dos problemas e anseios da sociedade a qual estamos, quer você queira ou não, inseridos.
Fui surpreendido com uma pesquisa elaborada pela prefeitura da cidade de Natal, sobre o grau de satisfação da população no tocante ao uso dos transportes coletivos. Os números realmente foram excelentes, pois consta com 80% dos usuários satisfeitos. Ora, primeiro eu sinceramente gostaria de saber onde estão esses passageiros felizes e realizados por utilizar esse serviço. Segundo, qual critério os entrevistadores usaram para convencer a maioria de que o serviço é agradável?
Na minha mente questionadora e perseguidora das atitudes governamentais, a tal pesquisa quer nos empurrar a idéia de que estamos vivendo em uma cidade onde todos os serviços funcionam. Será? Acompanhe a saga de um cidadão natalense indo para o trabalho ou escola. Passar mais de meia hora em um ponto de ônibus. Quando o bendito chega está lotado. Ao parar é aquele tumulto para subir. Vencendo essa etapa, cabe a você, usando sua técnica de sobrevivência em coletivos, arranjar uma posição e permanecer assim até o destino final.
Como vêem, é confortável, confiável e atende as necessidades cotidianas. A tendência é melhorar com os aumentos já anunciados das passagens. nessas condições, afirmo tranquilamente: estou satisfeito também! E você?
quinta-feira, 28 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
O começo do fim?
É cada vez mais incrível como a humanidade está chegando ao nível máximo do individualismo, ninguém se importa e quando existe algumas pessoas sensíveis aos problemas, aparece uns outros para por tudo a perder. A idéia desse texto é fazer uma reflexão do tipo: “o que está acontecendo”? Por que não ligamos para mais nada a não ser, sucesso, dinheiro e bem-estar próprios? São respostas não dadas nesse texto e muito menos procuro ser o salvador da pátria, é como disse, são reflexões.Cerca de alguns dias foi descoberto um esquema na região sul do país, o qual envolvia donativos para desabrigados e uma dose cavalar de desonestidade, conceito esse bem conhecido de todos. Mas a situação era crítica, o país inteiro em um gesto de solidariedade enviou suas doações e sabem qual foi o fim de uma parcela significativa desses donativo? Simplesmente um senhor, ou melhor, um crápula, estava negociando através de bazares, as doações que deveriam estar remediando os necessitados! O preço? Variando entre um e cinco reais, é claro dependendo do estado da peça. Ao ver a tal reportagem não acreditei que o cúmulo da picaretagem acontecia. Tira-se proveito de tudo nesse mundo, mas fiquei mais angustiado, pois a cada amostra das roupas, colchões, e material de toda sorte, que deveriam ser entregues aos flagelados, estavam ali, amontoados dentro de um galpão particular.É caro leitor talvez seja o começo do fim. Talvez. Pensemos em nossas atitudes e como podemos modificar essa cultura da trapaça, do engano, do benefício próprio e dane-se o próximo. Pense.
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