quarta-feira, 1 de julho de 2009

Solidariedade aos trabalhadores


Em meados do século XVIII, iniciou-se o processo conhecido como Revolução Industrial. Este fato mudaria para sempre as relações de trabalho, criando inclusive novas classes: operários e empresários/industriais. As condições eram bem duras para os primeiros, já que, as jornadas de trabalho eram exaustivas, salários baixos e as condições de moradia e higiene eram péssimas. Para o segundo, o que realmente interessava era o aumento na produtividade, mesmo que isso custasse a saúde e vida de seus trabalhadores.



A Revolução Industrial ocorrida primeiramente na Inglaterra, envolveu uma característica para o trabalho, que chamo de especificidade do trabalho. Diferentemente das oficinas de artesanato, as quais os artesãos conheciam e participavam de todo processo produtivo, nas fábricas, o objetivo era produzir mais e mais. Sendo assim, ocorria a divisão do trabalho e cada operário é responsável por uma parte específica na produção.



Como de praxe, minha intenção não é apenas retratar resumidamente a Revolução Industrial. É fazer uma reflexão com base nos acontecimentos que rondam Brasília. Por que somos capazes de permitir um gasto absurdo de dinheiro público (nosso) no pagamento de quinhentos e tantos de Deputados e oita e poucos Senadores? O disperdício é proporcional ao tempo de trabalho de um parlamentar, visto que, o expediente é de terça a quinta, praticamente.


deputada "trabalhando"


Enquanto a massa de trabalhadores é esmagada por jornadas exaustivas com salários de fome, os representantes dessa mesma massa esbanja no critério falcatrua. E já que estamos falando nisso, aí vão alguns dados sobre parlamentares. A média do custo por parlamentar dos Legislativos europeus mais o Canadá é de cerca de R$ 2,4 milhões por ano. No Brasil, são R$ 10 milhões o custo anual de cada mandato corresponde a 6699 salários mínimos!!! Fonte para consulta: http://www.transparencia.org.br/docs/parlamentos.pdf


Com isso amigos, quero deixar claro que não sou anarquista, comunista, socialista ou qualquer outro “ista”. O fato é consciência, é saber, é lutar. Para quem sabe um dia termos realmente um país, no âmbito político, digno de sua população. Pense!